1 – E se Pombal cá voltasse?… | GUILHERME D’OLIVEIRA MARTINS

Muito obrigado pela vossa presença, esperando a vê-los de novo aqui na 2ª Charla no Cidadela, sexta-feira dia 5 Julho, pelas 20h como o Frei Bento Domingues, num debate em torno do papel das mulheres na Igreja

Segundo Platão: “Não há nada bom, nem mau, a não ser estas duas coisas a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal” .

CRISRE, Esta é, provavelmente, a palavra mais pronunciada em Portugal nos últimos tempos!

Está tudo perdido”, dizem uns; “não há nada a fazer”, dizem outros; mas, quase todos, confessam, mesmo em voz baixa, que, de facto, estamos em crise.

Crise diversa, de toda a espécie, e à vontade do utente: ela, a crise, é económica, financeira, social, de valores, de educação, enfim… de tudo.

Foi, como resultado desta consciência social mas também com vontade de algo fazer que algumas pessoas acharam ser tempo de não aceitar este marasmo social e discutir esta situação.

No fundo, repensar, ter novas ideias de e sobre Portugal, e discuti-las profunda e informalmente.

Surgiram assim os “Amigos de Platão”, um grupo de pessoas que se quer agente cultural e que pretende «revisitar Portugal através da Literatura, da História e da Arte», através de Palestras ou Conferências a que chamaram «Charlas no Cidadela» para que ficasse claro o carácter dinâmico e menos formal do diálogo que não impede o desejo de conhecer mais aprofundadamente os temas em debate.

Por isso, com bastante regularidade, de dois em dois meses, vamos organizar no Hotel Cidadela, em Cascais, um jantar que finalizará com uma conferência dada por um palestrante convidado, sobre tema da sua especialidade, podendo os presentes colocar as suas questões.

Não fossem estas as primeiras “Charlas no Cidadela” que, verdadeiramente, não nos sentiríamos de alguma forma “obrigados” a apresentar o nosso conferencista convidado de hoje, Guilherme d’Oliveira Martins.

Os “Amigos de Platão” pretenderam que o primeiro tema de exposição, debate e reflexão, fosse algo de muito sentido pelo povo português no seu quotidiano; um assunto bastante palpável, um tema que assumidamente ou não, atravessasse toda a sociedade. A actual CRISE (e a sua envolvência e contexto) rapidamente se impôs como tema primeiro entre as escolhas possíveis e, em simultâneo, também se impôs, fruto de um olhar histórico, que esta não era a primeira vez que o país atravessava uma situação difícil.

A controversa figura do Marquês de Pombal e fundamentalmente a sua acção e protagonismo num desses difíceis momentos nacionais, em que dificilmente se enxergava qualquer hipótese de ultrapassar a crise instalada em Portugal em meados do século XVIII, levou-nos a ter a ousadia de imaginar o que faria o Marquês…se cá voltasse!!! E quem melhor do que Guilherme d’Oliveira Martins para nos guiar em tal desafio?

A sua apresentação é desnecessária! Licenciado em Direito e actualmente presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d’Oliveira Martins é detentor de um vasto e diversificado currículo a que se acrescenta uma intensa actividade pessoal na sociedade que nos permite classificá-lo como um “cidadão integral”.

Profissionalmente foi e é professor universitário de várias instituições de ensino superior, para além de ser extensa a lista de organizações, nacionais e internacionais, em que se tem empenhado com reconhecido mérito. Politicamente foi ministro por três vezes, para além de ter ocupado outros cargos de tal natureza e ter sido eleito deputado em sete legislaturas.

Mas, não vos queremos fazer esperar mais, gastando o muito tempo que seria necessário para indicar a sua vasta e importante obra bibliográfica e os muitos cargos culturais, por si superiormente dirigidos.

Connosco está o também presidente do Centro Nacional de Cultura, o homem de cultura e cidadania que, através do Marquês de Pombal, certamente nos irá fazer entender a razão de ser um dos portugueses mais condecorado! Eu serei somente um mero moderador.

Nascemos sem pedir….morremos sem querer…então vamos aproveitar o “intervalo” que a vida nos oferece, para sermos felizes…

Tem a palavra o Dr. Guilherme d’Oliveira Martins.

 

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