36 – Onde está Portugal no mundo | FRANCISCO SEIXAS DA COSTA

Antes de dar a palavra ao nosso palestrante de hoje quero vos pedir um minuto de silêncio em memória do que seria o nosso convidado de hoje, José Arruda, comendador e presidente da ADFA – Associação dos Deficientes das Forças Armadas, que nos vinha provocar com o tema: “Os Deficientes das Forças Armadas: Consequência directa da Guerra Colonial” e que nos deu honra de estar aqui na nossa última Charla.

A apresentação do nosso convidado de hoje, Francisco Seixas da Costa, corre o risco de ser enganadora! É que, formalmente, deveríamos começar por dizer que estamos perante um embaixador reformado! Nada mais errado! Conforme vão ver, uma acrescida actividade apoderou-se do nosso interlocutor após a reforma!

Francisco Seixas da Costa é transmontano pois nasceu em Vila Real, em 28 de Janeiro de1948. Ali estudaria até ao final do ensino secundário vindo posteriormente a licenciar-se em Ciências Sociais e Políticas, pela Universidade Técnica de Lisboa.

Começou por trabalhar num Banco e numa empresa de publicidade e, no 25 de Abril de 1974, cumpria o serviço militar como oficial miliciano, tendo sido adjunto da Junta de Salvação Nacional.

Em 1975, concorreria à carreira diplomática, onde permaneceu por 38 anos. Ao longo da carreira esteve colocado nas embaixadas portuguesas da Noruega, Angola e Reino Unido, desempenhando também cargos de assessoria e chefia no âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Em 1995, foi convidado por António Guterres para as funções de secretário de Estado dos Assuntos Europeus, cargo que desempenhou por mais de cinco anos. Regressou em 2001 à carreira diplomática, tendo sido, sucessivamente, embaixador junto das Nações Unidas, na OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), no Brasil e em França, acumulando aqui também com a representação na UNESCO, União Latina e Mónaco.

Aposentou-se do serviço público em 2013, mas, em vez de descanso, começou novo um período de forte actividade, quer no plano académico quer como gestor e consultor estratégico de empresas portuguesas com acção internacional.

Assim, logo de seguida a 2013 e pelo período de um ano, dirigiu o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa. Igualmente a partir desse ano, é presidente do Conselho Consultivo Internacional da Fundação Calouste Gulbenkian e membro do Conselho Consultivo Estratégico da empresa Mota-Engil SGPS SA e ainda Administrador e membro da Comissão de Auditoria da Mota-Engil Engenharia e Construções África, SA.

É, desde 10 de Abril de 2013, administrador Não-Executivo da Sociedade Jerónimo Martins.

Em Abril de 2016 foi eleito Administrador e membro da Comissão de Nomeações e Retribuições da EDP Renováveis; é igualmente Administrador não-executivo da EDP Renováveis, SA.

Desde 2017, é membro do Conselho Geral Independente da RTP e, em Maio de 2018, foi eleito Administrador da Mota-Engil SGPS SA. É Presidente do Conselho Fiscal da PMM – SGPS SA e Presidente do Conselho Assessor da A.T. Kearney Portugal, Consultadoria de Gestão, Lda.

Academicamente é docente da Universidade Autónoma de Lisboa desde 2014 tendo sido presidente do Conselho Geral da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e membro do Conselho Consultivo da Faculdade de Economia, da Universidade de Coimbra; iguais funções, desempenhou na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

É colunista em vários jornais e tem diversos livros publicados sobre relações externas de Portugal, questões internacionais e de segurança, destacando-se Diplomacia Europeia – Instituições, Alargamento e o Futuro da União (Lisboa, Dom Quixote, 2002), Uma Segunda Opinião – Notas de Política Externa e Diplomacia (Lisboa, Dom Quixote, 2006), Tanto Mar? – Portugal, o Brasil e a Europa (Brasília, Thesaurus, 2008).

Aconselhamos vivamente a consulta do seu blogue “Duas ou Três coisas” e (ou) a coluna que assina no Jornal de Notícias! Por ali encontram-se afirmações como esta relativa às próximas eleições europeias: “Há governos europeus, alguns que hoje são membros “rebeldes” das famílias políticas tradicionais, que não quererão perder o ensejo de enviar para o seio daquela instituição (Parlamento Europeu) figuras que consigam defender a sua “diferença” e até, porque não? a sua vontade de contestar o próprio projeto europeu. É a democracia que lhes confere esse direito. A menos que aconteça um “milagre”, os anos que aí vêm serão muito difíceis para a Europa.

Se assim é, e por causa da nossa integração na União Europeia então também virão tempos muito difíceis para Portugal! A não ser que haja um milagre desconhecido à nossa espera!

Mas antes de dar a palavra ao nosso palestrante de hoje, quero-vos anunciar que a próxima Charla, aqui na Sociedade de Geografia de Lisboa e será a 37ª, no dia 9 de Maio de 2019, onde comemoramos o nosso 6º aniversário ininterruptamente de dois em dois meses. Excecionalmente será uma quinta-feira devido a compromissos televisivo da nossa convidada, Raquel Varela, e que nos vêm provocar com o tema: “Portugal que futuro?

É por isto que do nosso convidado esperamos uma esclarecida resposta à pergunta: “Onde está Portugal no mundo?

Tem a palavra o embaixador Seixas da Costa.